terça-feira, 27 de outubro de 2009

Aos amigos de hoje e sempre

Caros amigos da Turma de Jornalismo 0801, informo a todos a minha ausência durante este semestre de 2009.
Durante este período estarei fazendo outras atividades, inclusive me preparando para enfrentar alguns concursos que irão ser realizados ainda este ano, pois todos sabem de minhas atividades fora da faculdade.
Não desisti do curso, como andam dizendo por ai, e que já estou ciente dos devidos “boatos”, isso acontece. Espero que durante este período em que não estamos juntos, não se esqueçam do colega de turma aqui, que eu também não deixarei de lembrar de vocês.
Algumas metas coloquei para mim este fim de ano, e pretendo cumprir, mas diante desses dilemas ou o que seja vocês sabem onde me encontrar e estarei presente para atender vocês. Um grande abraço.

Nicholas Medeiros de Melo

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sem papas na língua


Direitos Humanos, Constituição, Educação, Civilização, Valorização... Eu clamo por estes, pois não os vejo nessa decisão do Ilustríssimo Narcísico Juiz!

Na última quarta-feira, dia 17/06/2009 recebi a notícia e fiquei indignada. Pergunto aos 8 Ministros que votaram se pelo menos indignada eu posso ficar?!

Mais indignada ainda fiquei quando soube quem fundamentou essa lei do cão,a Rede Globo. Eu fico me perguntando como uma emissora tão grande de tamanho privilégio se presta a tal negócio sem nem pensar no que essa iniciativa afeta a vida e o trabalho de todos os jornalistas que um dia viriam a fazer parte da empresa. Digo negócio porque essa desregulamentação não passa de mais uma barganha feita pelo baronato brasileiro para calar a boca de quem denuncia aqueles que só usam o dinheiro público para ternos, tapiocas e viagens e nunca receberam nem diploma para isso não é?! Talvez seja esse o real motivo que lhes fizeram chegar à conclusão de que Jornalista não necessita de diploma, pois acreditam que nós jornalistas podemos aprender com os Supremos escolhidos a corrupção da informação, aquela que atende só a quem pode pagar altos preços por ela e aquela informação que só chega a quem lhes convém.

Um dos bordões dessa política consumista (do dinheiro e dos ideais do povo) do nosso Brasil é que “a Educação é o principal meio para um país melhor”, e é assim que começam a melhora, tirando o diploma de Ensino Superior para estudantes que finalmente vêem um futuro em si mesmo e apostam 8 semestres, 4 anos de suas vidas em estudos que possam lhe trazer uma vida digna e trabalho? O que querem? Mais violência, mais prostituição que são as soluções encontradas pelos que nem a oportunidade de estudo tem? Jovens nas ruas se mobilizam e protestam contra essa decisão que só fez regredir a questão educacional no país e denegrir a imagem da Justiça Brasileira (se é que se pode chamar de Justiça), no exterior. Ainda assim repudiam os que têm a coragem e disposição para se manifestar, uma vez que estamos acostumados a ver os jovens nas ruas, mas é pedindo esmola, morando na rua, limpando vidros de carros, traficando drogas e vendendo o corpo para ter o dinheiro de sobreviver que os políticos em geral estão gastando para operar projetos como este. E que não param por aí, já que existem mais planos de tirar os direitos, ou melhor, os diplomas de outras profissões.

Fiquem espertos colegas universitários e até mesmo aqueles que já têm emprego garantido, pois a qualquer hora o SFT decide que seus serviços sociais como profissionais não sirva mais, aliás, não sirva mais como produtos de compra e venda na mesa da Suprema Corte e da Diretoria da Globo.

Inconstitucional, foi a desculpa muito da esfarrapada que o juiz Gilmar Mendes usou como critério para aprovação da extinção do diploma de jornalista. Inconstitucional meu caro, é quem lhe colocou neste cargo, inconstitucional é querer continuar na mentira, é tirar a chance de milhares de pessoas nesse país de serem bem informadas através de profissionais informados, competentes e comprometidos com o público que Vossas Excelências fazem questão de chamar de “minha gente”, e que com essa nova vantagem (sua apenas sua) os Jornalistas também chamados de Contadores de Histórias não deixem de contar histórias, claro, mas agora é história para o boi (povo) dormir.

sábado, 20 de junho de 2009

Jornalista sem diploma? VOCÊ também perde.

No dia 17 de junho o Supremo Tribunal Federal abnegou a importância do diploma para os jornalistas do Brasil. A justificativa é que, segundo o STF, a função de jornalista pode ser exercida por qualquer um que lide bem com as letras, haja vista que Jornalismo é, ainda segundo o STF, igual à arte: não tem conhecimentos científicos e não carece mais que noções textuais. O profissional jornalista não será o único a perder com a medida.

Para o presidente do STF, o jornalista é igualado a um cozinheiro. De modo algum pode ser negada a importância da culinária, mas deve-se assinalar que o Jornalismo é mais que saber qual cebola e feijões serão cozidos. Jornalismo requer a maior minúcia na hora de tratar os materiais de trabalho. Caso o jornalista descuide-se, as pessoas não tomarão um efervescente para melhorar; elas podem ficar vulneráveis moralmente à sociedade.

No curso de Jornalismo o estudante não só aprende a escrever parágrafos e pôr citações de pessoas no texto. Ele aprende, dentre mil coisas, quais são as fontes de informação, como entrevistá-las, usá-las; aprende as características e tipos de textos jornalísticos, como e quando usá-los. O estudante do curso de jornalismo ainda aprende, lançando mão das técnicas de entrevista e redação, a ter o máximo de objetividade e imparcialidade que cabem a um sujeito. Ainda mais: ele aprende sim, ao contrário do que pensam os leigos parlamentares do STF, conhecimentos humano-científicos sobre a Comunicação Social - como os ministrados nas disciplinas de Teorias da Comunicação, Comunicação Comparada, Psicologia da Comunicação, Sociologia da Comunicação, Comunicação Regional, Antropologia e Comunicação e tantas outras. Decerto o estudo dessas ciências é jovem, mas é pouco provável que alcance à idade mediana se essa decisão leviana seja levada a sério pela sociedade brasileira.

Não se pode descartar a possibilidade do erro jornalístico mesmo com diploma, mas é evidente que o erro é inerente a qualquer profissional, seja ele um médico, açougueiro, parlamentar, professor, arquiteto ou o que seja. O que difere em ter um diploma é que, dentro do mercado de trabalho, o profissional tem suas leis, ética, direitos e deveres sociais que devem ser cumpridos; caso não siga com o profissionalismo, é julgado como um infrator. A partir do momento que para ser jornalista não requer diploma, há a perda dos direitos trabalhistas; o piso salarial passa a inexistir legalmente; o código de ética jornalística perde valor; o Jornalismo passa a ser tratado por amadores sem escrúpulo e que trabalham fracamente por um salário vergonhoso; e, caso o jornalista atente contra a sociedade (com acusações mal colhidas, sem fundamentação, por exemplo), ele será julgado como qualquer pessoa e não como um profissional que infringiu as próprias leis e éticas – como se julga um médico por descuido com o paciente; um policial por abuso de poder; um farmacêutico por vender remédios sem prescrição médica.

Uma das empresas responsáveis por essa medida é a Rede Globo que, junto ao Sindicato Patronal de Tv e Rádio de São Paulo, resolveu entrar com um processo para acabar com o diploma do jornalista. A Rede Globo! A mesma empresa que, por má acuidade com a prática jornalística (ao entregá-la a não-diplomados), há uns anos acusou de pedofilia o Senhor Shimada, baseado na declaração de um pai que disse ter o filho molestado. No curso universitário de Jornalismo, o estudante aprende a ouvir e a citar no texto os dois lados da história e aprende a usar a palavra “acusado”, quando não há nada concreto. A Rede Globo pouco se importou com isto e publicou que havia um senhor, dono de uma escola de base, que molestava crianças. Após a família do Senhor Shimada estar arruinada, descobriu-se que a suposta criança molestada tomou remédios que causavam diarréia e conseqüentes assaduras. É este jornalismo mal apurado que se quer neste país?

O Supremo Tribunal Federal e a Globo alegam que a medida ressaltará a liberdade de expressão, aclamada pela constituição de 1988. E por acaso os integrantes do STF não usam sites, blogs, cartas, redes de televisão e de rádio ou mesmo não escrevem colunas para jornais? Por acaso o pré-universitário só pode entrar no curso de Jornalismo se se vender ao diabo? Os jornalistas brasileiros, por acaso, privaram a sociedade de usar os meios de comunicação?! Por acaso eles proibiram pessoas de trabalharem mesmo como amadoras em jornais?!

Em verdade, o que se quer não é nada mais que um trabalho regulamentado, com salários, direitos e deveres dignos. Mas se é para falar sobre direito à liberdade de expressão, por que as concessões dadas às empresas de comunicação do país são, em sua espantosa e estratosférica maioria, dada a parlamentares, enquanto rádios e redes de televisão comunitárias vivem na clandestinidade por não terem concessão para funcionar legalmente? Onde estão as concessões para as pequenas e médias empresas de comunicação? Onde está a liberdade de expressão para quem tem pouco dinheiro ou não ocupa um cargo de senador ou deputado da república? Será realmente uma medida para avivar a liberdade de expressão ou para que sejam contratadas pessoas certas para bendizerem os parlamentares e grandes veículos de comunicação? Sem sombra de dúvidas, a segunda opção.

Caso nada seja feito e a sociedade não mostre o devido repúdio contra a loucura de parlamentares leigos (que, vale salientar, exercem suas funções sem carência de diploma), as futuras manchetes serão lastimáveis. Num futuro próximo, talvez nem sejam documentadas nos jornais dantes sérios, que mais profissionais podem perder a obrigatoriedade ao diploma e os conseqüentes respeito social e profissionalização... Talvez não comuniquem que o médico pode ser igualado ao curandeiro (já que ambos podem curar), que qualquer um pode ser advogado, juiz, arquiteto, psicólogo, nutricionista, professor (desde que aprenda os respectivos saberes em livros), haja vista que os meios de comunicação não terão pessoas CAPACITADAS e SÉRIAS, não terão PROFISSIONAIS, mas sim MOLEQUES DE RECADO.


Mostre sua indignação para tal ação despótica, enviando e-mails falando como se sentem por estarmos prestes a receber informações de jornalistas sem ética, leis trabalhistas e sem comprometimento com o mínimo de objetividade e com a sociedade. Falem como se sentem por estarem vulneráveis a profissionais que não podem infringir leis, pois não as tem. Soltem o verbo!

Ellen Gracie (
ellengracie@stf.gov.br); Gilmar Mendes (mgilmar@stf.gov.br); Celso de Mello (mcelso@stf.gov.br); Marco Aurélio de Mello (marcoaurelio@stf.gov.br); Cezar Peluso (carlak@stf.gov.br); Carlos Britto (gcarlosbritto@stf.gov.br); Joaquim Barbosa (gabminjoaquim@stf.gov.br); Eros Grau (gaberosgrau@stf.gov.br); Ricardo Lewandowski (gabinete-lewandowski@stf.gov.br); Carmen Lúcia (anavt@stf.gov.br); Menezes Direito (alexandrew@stf.gov.br).

terça-feira, 12 de maio de 2009

FORMAÇÃO JORNALÍSTICA É TEMA DE PALESTRA EM CARUARU

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE PERNAMBUCO PROMOVE PALESTRA E DEBATE SOBRE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Com o objetivo de esclarecer aspectos sobre a formação profissional do jornalista e seu espaço no mercado de trabalho, o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (Sinjo-PE), em parceria com a Favip, promoverá uma palestra ministrada pelo professor Edgar Rebouças, da UFPE. O evento será realizado na Câmara de Vereadores de Caruaru,
nesta quarta-feira, às 19 horas e será gratuito, aberto para profissionais, estudantes da área e pessoas interessadas por temas de comunicação.

Além do enfoque "A formação profissional e o mercado de trabalho", a palestra marcará o lançamento da campanha Formação Superior em Jornalismo: Uma Exigência que Interessa à Sociedade. E para falar sobre este assunto, estarão presentes o presidente do Sinjo-PE, Airton Vieira, Osnaldo, representante da Fenaj e a jornalista Rosãngela Araújo, representante do curso de Jornalismo da Favip, que participará como mediadora do de debate.

Esta campanha liderada pela Federação Nacional dos Jornalistas, com apoio de todos os sindicatos de jornalismo, desenvolve-se num momento em que o Supremo Tribunal Federal se prepara para julgar a manutenção do diploma de Ensino Superior para o exercício da profissão jornalística. Para conhecerem melhor o tema da campanha, os participantes da palestra receberão um livro que explica os objetivos dessa mobilização.

E como o evento estará aberto para estudantes e profissionais,
o SinjoPE vai também prestar serviço a todas as pessoas que ainda não têm o registro da DRT . Os interessados devem levar documentação necessária como xerox de RG e CPF, mas comprovante de endereço e duas fotos 3X4.



domingo, 3 de maio de 2009

Expressão de um povo – Um espelho fotográfico

Episódios do cotidiano nordestino estão fixados na exposição fotográfica “Expressão de um povo”, um trabalho que tem como diferencial a despreocupação com o conceito, com pretensão por trás das imagens. Simplesmente o que se quer, segundo os fotógrafos e organizadores da exposição, Antonio Preggo e Aurélio Fabian, é mostrar a face do nordestino; é fazê-lo reconhecer a si mesmo nas fotografias.

Outro diferencial é revelado por Antonio Preggo: foi somente aos 50 anos de idade que ele começou a estudar fotografia por conta própria. Entretanto, os recentes dois anos em contato com uma máquina profissional e com o trabalho fotográfico (Preggo já fez trabalhos publicitários, cobriu eventos e fotografou para o jornal “Curvas e Retas”), não prejudicam a valência do trabalho dele. Pelas palavras do multimídia Véscio Subharo, do Rio Grande do Norte, Antonio Preggo parece ter acumulado pela vivência, toda a sensibilidade de suas lentes. “Sensível, preciso, sucinto, prático num só click”, declara.

São personagens da exposição, crianças, mulheres, homens, feiras livres, estabelecimentos comerciais, manifestações artísticas, zonas rural e urbana – tudo retratado de maneira crua. Preggo diz que gosta de fazer fotos sem montagens, mais objetivas. Algo de subjetividade, decerto, deve existir, mas as peças são espontâneas e apenas uma delas foi posada por pedido do fotógrafo. “Ele [um menino que vende acerola na feira de Caruaru] estava preparando [um pacote] e eu estava lá para fotografar e ele saiu. Eu disse ‘Volte, vá colocar a acerola’”, explicou.

Dentre as fotografias, percebe-se a sensibilidade de Fabian e Preggo, e a captura da imagem em momentos precisos. Há uma personagem que parece se importar em ser fotografada: sentada, com um sorriso que a fecha os olhos e com a mão levantada, ela deixa transparecer, de modo meigo, o pedido para que Aurélio Fabian não a fotografe. Essa senhora, porém, não soube da existência deste, que, com uma lente de 500mm, encontrava-se a metros de onde ela estava.

Pelo conjunto da obra, a exposição “Expressão de um povo” vem obtendo sucesso e espaço: ela já passou pelo Museu do Barro, pelo Autódromo de Caruaru, pela casa de festas Lindus Biffer e recentemente esteve à mostra no evento AB Cultural. Para quem não conferiu, algumas das fotografias podem ser vistas na Internet pelo perfil (homônimo) de Antonio Preggo no site Orkut ou também pelo perfil deste no site Olhares (olhares.com/curvaseretas).
*Foto tirada no AB Cultural por Rebeca Passos.

terça-feira, 17 de março de 2009

CURSO DE COMPUTAÇÃO GRÁFICA

Turma 0801 - Curso de Computação Gráfica

Está em andamento na Data Sul Informática, curso de computação gráfica com os módulos:

InDesign
CorelDRAW
PhotoShop
Projeto Gráfico


Turmas: Sábado
Manhã: 10:00 as 12:00
Tarde: 15:00 as 17:00
Valor: R$ 45,00 (mensais)
Carga horária: 80h
Local: Data Sul Informática - Rua Silvino Macêdo - Centro, Próximo ao Banco UNICRED
INFORMAÇÕES: 81 3724.9494 (Data Sul Informática) / 81 9216.3148 (Nícholas Melo)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

GOSTO SE DISCUTE

O ditado que se repete muito no âmbito musical, como em tantos outros, é “gosto não se discute”. Por vezes ainda é completado com “mas se lamenta”. Entretanto, o que mais se faz é discutir (e lamentar também) o gosto musical dos outros e isto não é nem um pouco ruim.

Quem se contrapõe, explica que não se deve discutir o gosto dos outros, com o velho blablablá de sempre: cada ser é único e tem gostos singulares. Até aqui se pode dizer que realmente cada um tem gosto diferente mesmo, contudo, as pessoas não podem saber quais são seus gostos isoladas do mundo; há sempre um fator externo em sobreposição ao interno que as moldarão. Não se nasce; não se veste de forma padronizada com saias e calças; não se assiste a um filme; não se fala; não se gosta de determinados tipos de música; não se faz praticamente nada apenas por querer. Quando se nasce, há um mundo completamente sistematizado que dirá todas as regras e apresentará todos os tipos de opções a serem escolhidas; o ser humano somente “escolherá”. E essa “escolha”, porém, não será apenas porque ele gostou – assim, sem mais explicações -; acima de tudo, será por conta da vivência entre os outros humanos que a diferença será feita.

A palavra escolha incidiu entre aspas anteriormente porque, segundo o contista Jorge Luís Borges, “a porta é quem escolhe”. As portas existem e o ser apenas será guiado a ela por espécies de simpatizantes delas. Se ele foi condicionado a viver numa sociedade onde a música boa é aquela que tem uma letra de acordo com a ética e a moral vigente, provavelmente não se interessará pelas que fogem a isto. O chocalho dos índios, por exemplo, já existia para ser usado em rituais, mas, à chegada dos europeus, fundiu-se a alguns tipos de música; e estes instrumentos não são, então, mais os de antes, não comportam mais as importâncias dadas anteriormente. São novas portas que influenciaram os outros também, mas que, para tanto, precisaram das primeiras. Aos que se rebelam contra o sistema, o mesmo acontece: eles tiveram algum contato com algo que os influenciou e reinventaram as coisas que aprenderam, criando novas portas.

A imposição para que se entre numa porta, ao invés do sutil encaminhamento a ela, pode funcionar a contragosto do submisso, porém também provoca um choque entre novos conceitos e os conceitos dantes adotados pelo indivíduo, podendo este até criar uma nova porta. Exemplo disto é a severa imposição feita principalmente a partir do AI-5 na época da ditadura militar, a qual proibia, dentre outras coisas, as manifestações artísticas avessas ao governo. Isto ocasionou um crescente número de músicas subjetivas, indiretas e com muitas figuras linguagens.

As discussões sobre viver como os outros ou viver diferentemente; ou, ainda, ouvir o que todo mundo ouve ou ouvir coisas diferentes é um modo de sutil encaminhamento a uma porta. Segundo um dos considerados pais da dialética, Sócrates, existem a tese, a antítese e síntese: a primeira é um conceito, a segunda é a contraposição a este conceito e a terceira é o resultado desse diálogo. A dialética é de extrema importância à revisão dos conceitos e preconceitos para que se chegue a uma conclusão.

Quando for falar de gosto musical, portanto, dialogue civilizadamente e mostre seus pontos de vistas. Se não der certo, lamente, mas não imponha. Já imaginou se dessa imposição sai um mistura com letras de Funk carioca em música erudita? Aí se lamentará mais ainda.


domingo, 22 de fevereiro de 2009

A RAINHA-MADRINHA AGENDA SETTING

Para fazer sua escola de samba ter destaque, essencialmente são necessitados um tema de interesse público, uma boa representação deste tema nas alas e nos carros alegóricos, um samba-enredo bem feito, um arranjo musical bem programado, cantores bem preparados e uma bateria harmoniosa, certo? Não: errado. Mas em parte.

É lógico que ingredientes como estes dêem destaques às escolas de sambas, porém a cereja do bolo, ou melhor: a pluma da cabeça da passista são as chamativas madrinhas-de-bateria e as rainhas-de-bateria. Conheça algumas delas que fizeram/ farão parte do Carnaval 2009:


- na escola Duque de Caxias é Paola Oliveira quem desconcentrará a primeira fileira da bateria com suas curvas recentemente exibidas em um filme;

- Natália Guimarães, a ex-Miss Brasil, desfilará seu esqueleto na Vila Isabel;

- a apresentadora(?) Adriane Galisteu apresentará seu corpo na Unidos da Tijuca;

- Valesca “Popozuda” porá o popô à mostra na Porto da Pedra;

- Viviane Araújo, atriz e modelo, posará na Salgueiro;

- a também atriz e modelo Luiza Brunet mostrará a beleza geriátrica na Imperatriz Leopoldinense;

- outra que mostrará a beleza geriátrica é a atriz Luma de Oliveira, à frente da bateria da Portela;

- a mulher do cantor que queria um Tênis AR-15, Gracyanne Barbosa, sacudirá seu corpo à frente da Mangueira;

- a dançarina do grupo “É o tchan”, Juliane Almeida, só vai faltar mostrar o tchan à frente da Viradouro;

- Ellen Roche, meio modelo, meio atriz e ex-dubladora dum programa brega, mostrou sua cor branquela com “maqueagem” ontem no desfile da Rosas de Ouro;

- a ex-dançarina e atual comediante Adriana Bombom deu sua cor à Tom Maior;

- a atriz Quitéria Chagas desfilará como rainha da Império Serrano;

- quase desconhecida do grande público, Thatiana Pagung desfilou a frente da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel;

- Raíssa Oliveira, também desconhecida do grande público, desfilará sua beleza à frente da bateria da Beija-flor.


A principal de todas as rainhas e madrinhas, entretanto, que está acima de qualquer grupo – inclusive o especial -, não é muito comentada ou é para lá de desconhecida do grande público. Ela não só desfila no Carnaval, mas permeia por todo o ano, seja Semana Santa, São João, Natal, Reveillon ou datas quaisquer.

Nas festas de Carnaval, logicamente, ela é um ser onipresente e está por entre todas as rainhas ou madrinhas famosas atuais... Quando estas mostram os seios, os bumbuns e quando quase mostram as genitálias, quem mostra não são elas mesmas, mas ELA. Os seios são DELA, os bumbuns são DELA, as coxas são DELA, as genitálias são DELA, as totalidades dos corpos são todas DELA, os passos de Samba são DELA - a prostituta opulenta e voluptuosa que sacia toda a sede de empresas midiáticas (ou não) do país e do mundo: Rainha-madrinha Agenda Setting.

Texto do blog Fullatagem.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

BBBrega!

BBB 9 - Uma casa com pessoas estereotipadas trancafiadas alimentando o sonho de ganhar 1 milhão de reais. Não poderia ser diferente: apelação do mais alto nível. Cada pessoa tenta chamar atenção de um jeito diferente, sexy, irreverente, palhaço, tosco etc. Vejam as fotos, tirem suas conclusões e riam muito!



A
"novata", Maíra, que entrou no BBB depois da segunda casa de vidro. Alguém me explica porque essa mulher "popozuda" está usando um short super curto com meia calça? Pra vocês terem uma idéia, tava até meio franzido atrás, parecia que ela tinha puxado para cima! Definitivamente ela não sabe para que serve uma meia calça, não é só pra ficar sequissy-brega, ok?




Credo! Essa priscila me dá medo! Ela poderia ser a mulher qualquer fruta enorme, ou até mulher fusca... que seja. Ela é grande para todos os lados, parece que era gorda malhou e ficou uma gorda-dura hehehe! Alguém avisa que aquelas pernas super grossas ficam péssimas com minis em geral. Ela me lembra uma árvore, cortada, claro. Só o toco!



Essa última imagem é das dançarinas que a Niely Gold levou para uma festinha que teve lá. Se você prestar atenção vai ver que o vestido da moça tá desdobrando, ou seja, dobraram para ficar mais curto! Eu acho que nem era só o dela. Ai ai, a gente faz o que com isso, hein?

Do blog minha xícara de café

BBBrega!

BBB 9 - Uma casa com pessoas estereotipadas trancafiadas alimentando o sonho de ganhar 1 milhão de reais. Não poderia ser diferente: apelação do mais alto nível. Cada pessoa tenta chamar atenção de um jeito diferente, sexy, irreverente, palhaço, tosco etc. Vejam as fotos, tirem suas conclusões e riam muito!



A
"novata", Maíra, que entrou no BBB depois da segunda casa de vidro. Alguém me explica porque essa mulher "popozuda" está usando um short super curto com meia calça? Pra vocês terem uma idéia, tava até meio franzido atrás, parecia que ela tinha puxado para cima! Definitivamente ela não sabe para que serve uma meia calça, não é só pra ficar sequissy-brega, ok?




Credo! Essa priscila me dá medo! Ela poderia ser a mulher qualquer fruta enorme, ou até mulher fusca... que seja. Ela é grande para todos os lados, parece que era gorda malhou e ficou uma gorda-dura hehehe! Alguém avisa que aquelas pernas super grossas ficam péssimas com minis em geral. Ela me lembra uma árvore, cortada, claro. Só o toco!



Essa última imagem é das dançarinas que a Niely Gold levou para uma festinha que teve lá. Se você prestar atenção vai ver que o vestido da moça tá desdobrando, ou seja, dobraram para ficar mais curto! Eu acho que nem era só o dela. Ai ai, a gente faz o que com isso, hein?

Do blog minha xícara de café

sábado, 14 de fevereiro de 2009

EDUCAÇÃO, ASSUNTO CIGANO

Apesar da melhora na educação dos brasileiros, ainda há muito que se fazer para educar crianças, jovens e adultos, livrando-nos do analfabetismo ou do analfabetismo funcional. Sabe-se disso há muito tempo, todavia, após a divulgação da edição de agosto da revista Veja do ano passado, o assunto veio novamente à tona, por uns tempos, à boca do povo, do Estado e da Mídia.

Hoje o fogo está mais baixo, mas é curioso ver como a sociedade dá tanta importância à educação regular que parece até que as pessoas vão sobreviver para o resto da vida se concluírem o Ensino Fundamental, o Médio e o Superior. Evidentemente isto tem um grau de importância muito elevado na atualidade: com a proliferação de instituições de ensino, ter um diploma de Ensino Médio ou de Ensino Superior é façanha para qualquer um, tendo em vista a situação de alguns anos atrás. Entretanto, diplomas não põem mesas. Com obviedade, a mesa aqui não é apenas conseguir um emprego; vai mais além que isso. Tem a ver com a vivência, o cotidiano, que parece ter morrido quando se regularizou o ensino.

Numa de minhas aventuras, tive que pegar um dos chamados “carros de lotação” para ir à minha cidade. No carro em que eu estava, duas senhoras, ambas com uns cinqüenta anos de idade, entraram. Eram duas ciganas tagarelas e, durante a viagem, não pararam um minuto sequer de conversar. Por vários motivos, dentre eles, o grupo social, as roupas, os odores que exalavam, o sotaque e, sobretudo, pelo modo “errôneo” de falar foram motivos de chacotas dentro do transporte. Diverti-me com isto em alguns momentos e não me importei de desrespeitá-las com boas gargalhadas. Ora, afinal eram ciganas, pobres, velhas, fétidas, mal vestidas e, para completar, analfabetas, não é mesmo?

Ao chegar no meio do caminho, o carro não seguiu viagem e descobri que teria que agüentar as tagarelices e os odores das ciganas: elas me acompanhariam até meu ponto final. Esperamos por duas horas por mais um carro de lotação. E enquanto esperávamos, elas punham a conversa em dia sobre assuntos que iam do calor à religião e a consultórios médicos, e punham-se também a gritar para todo motorista que passasse para saber aonde eles iam. Eu já não agüentava mais aquelas chuvas de palavras erradas, de assuntos desconexos, de sotaque esquisito, de odores trazidos pelos ventos somadas à demora em aparecer um carro. Logo, comecei a praguejar contra aquelas senhoras. Praguejei com toda a força que pude contra aquelas cruzes que eu carregava...

Finalmente, quando chegou um carro, seguimos nossa viagem turbulenta. Sentei-me muito longe delas para descansar e, enfim, cheguei.

Contudo, apenas consegui chegar ao meu destino por conta de minhas duas cruzes. As ciganas me avisaram que haviam encontrado um carro que ia para lá. Eu, além de tímido e inexperiente a ponto de não ter buscado um carro, estava ocupado demais a praguejar. Acabei esquecendo-me inclusive de agradecê-las. As teorias que aprendi em meus cursos conclusos de Ensino Fundamental, Ensino Médio, alguns técnicos e, ainda, alguns meses na faculdade me ajudaram tanto neste dia...

Texto do blog Fullatagem.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

MAIS UM BOATO SOBRE VÍRUS




Você já deve ter recebido a seguinte mensagem:

LEIA AGORA MESMO E PASSE PARA TODO MUNDO QUE VOCÊ CONHECE
> Alguém está mandando por aí um e-mail com uns sapatinhos vermelhos
> dançando: é uma música bem alegre. No e-mail são oferecidas mais de
> mil músicas. Não baixe nada. É o vírus Kleneu66!!! Se você abrir o
> arquivo em
> DUAS HORAS seu HD estará limpo e completamente destruído.
> MUITO CUIDADO !!! Não dê download deste arquivo em nenhuma
> circunstância.
> Este vírus entrou em circulação ontem e segundo a UOL , NÃO há
> anti-vírus disponível ainda contra Kleneu66.
> Por favor , passe essa mensagem para todas as pessoas de sua lista
> de-mails...


KLENEU 66 é um hoax (boato) difundido por correio eletrônico que fala que algumas mensagens contêm vírus, mas não existe vírus. Em 2003 a Symantec apurou tratar-se de um mero rumor infundado. Em comunicado, dizia: depois de meses sem eclosão aparente de um novo falso vírus de computador, começou a circular nos últimos dias mais um hoax (trote) do gênero, em português. Caso você receba uma mensagem de alerta sobre um suposto vírus de nome Kleneu66, que viria em um e-mail "com uns sapatinhos vermelhos dançando" e "uma música bem alegre", desconsidere, pois tal vírus não existe.

O hoax pode ser novo, mas o estilo da mensagem é bem manjado para internautas mais experientes. O texto vem com o título "urgentíssimo", vários trechos com letras maiúsculas e um tom alarmista. A falsa praga virtual seria extremamente maléfica (capacidade de destruir o disco rígido em duas horas), ainda não teria vacina e, "segundo a AOL", entrou em circulação "ontem". Também está presente a velha recomendação de repassar a mensagem a todos os conhecidos. Ou seja, todos os elementos clássicos de um boato eletrônico estão presentes.

Uma busca em alguns dos principais sites de empresas antivírus (Symantec, McAfee, F-Secure, Trend Micro, Sophos e Panda) não retornou nenhuma informação sobre qualquer código maléfico com o nome Kleneu66. Tão logo o boato difundia-se pelas redes, o motor de busca da Google também não trazia nenhum resultado com esta expressão e, de início, trazia uma única resposta ― justamente o link para um blog que apenas reproduzia o boato, sem fornecer qualquer explicação adicional. Para um vírus tão poderoso, é de se estranhar que só o criador da mensagem e a AOL - que não se trata de especializada em segurança - tenham sido informados de sua existência, antes mesmo das empresas do setor, que investem pesadamente neste mercado, sendo os maiores interessados no assunto.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

LÍGIA ÁRABE E ESTÁCIO ISRAEL

- Romance do tipo moderninho -

Antes – como visualmente hoje – eram unidos num só corpo, mas foram transformados, de hermafroditas, em dois seres. Isto aumentou o sexo selvagem entre eles, pois fazem turbilhões de vai-e-vens sem fim, sexo verbal da boca p’ra fora, entra-e-sai de objetos que só deixam dores para um lado e prazer para o outro... Isso sem contar a gente de fora que meteram e metem o bedelho na história toda. Mesmo sendo de longas datas, um romance do tipo “moderninho” é o de Lígia Árabe com Estácio Israel.

A história é muitíssimo longa, mas para encurtar, atente-se apenas para o que interessa: há pouco mais de 60 anos atrás, uma mulher e um homem importantes puseram a colher no meio do ser hermafrodita e concederam a divisão dele em duas partes. Disseram-nas, depois, que elas deveriam crescer juntas. A mulher (ah, mulheres!) no dia seguinte não gostou e o caso de amor tórrido “começou” – assim entre aspas porque, na verdade, já existia certa rivalidade para ver quem ficava por cima (se é que dá para entender). Ela simplesmente foi com sete pedras na mão para atirar no marido. Para não ficar para trás, o marido fez o mesmo e os troca-trocas de introdução de objetos deram início de vez.

Depois de anos de lutas dentro de casa, um outro estranho, dantes agregado à relação, resolveu instruir a mulher a acabar as desavenças; o nome dele era Yasser Arafat. E acordos de paz foram assinados; mas quebrados, reassinados e requebrados durante os anos. Há alguns dias, Estácio Israel foi quem extrapolou os limites durante a luta caseira, segundo as pessoas que estão a assistir e a opinar no casamento dos dois.

Para a sexóloga, psicóloga e outrascoisóloga Laurinha Palilo Miu-ler, este “é um caso de amor sadomasoquista bem correspondido. Infelizmente há severos e grandes machucões, mas, se é assim que querem, matem-se de amor. O importante é fazer gostoso e ser bom para ambas as partes. Se estão tendo prazer com tanto sofrimento, sem interferir na vida de outras pessoas, que sigam até o gozo celestial”.

Todavia, estão interferindo. Como um casal normal do Oriente Médio, eles têm muitíssimos filhos, mas continuam a brigar e, deploravelmente, a matar aos poucos os filhos que geraram. Outra coisa bem triste é que os filhos parecem ter se acostumado com isto e alguns ajudam os pais nas brigas.

Este é um caso muitíssimo complexo e o que há para fazer é deixá-los com sua cultura estranha (aos nossos olhos) de “antropofagia amorosa”. Afinal de contas, será que cá no Brasil e na cultura ocidental não se tem famílias estranhas? O que dizer das guerras entre o Papai Traficante e Mamãe Polícia no Rio de Janeiro, que parecem não ter fim? Meter a colher na vida de casais “estranhos” é fácil, fácil...

Texto do blog Fullatagem.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os Melhores do Mundo falam Português!


Como se esperava os melhores do Mundo continuam falando Português.
Nessa segunda feira foi realizado em Zurique, na Suíça, o Fifa Gala, a escolha dos melhores Jogadores do Mundo, O Craque Português Cristiano Ronaldo, foi o vencedor do prêmio no Masculino, já no feminino o prêmio foi conquistado pela brasileira Marta que pela terceira vez seguida leva o primeiro Lugar.

Agência/AFP

Marta bastante emocionada tentou fala mais não consegui arrancando aplausos dos que estavam presente na entrega dos prêmios

- Temos ainda muito chão pela frente, nunca se sabe o que pode acontecer, mas o pensamento é voltar aqui outras vezes. Dona Tereza (mãe), que cuida dos outros troféus, vai conseguir um espacinho para este também - disse Marta após a cerimônia de entrega do prêmio, em Zurique, em entrevista ao SporTV.


Marta que nesta temporada ira jogar no Los Angeles Sol.


Agência/EFE


O Português Cristiano Ronaldo de apenas 23 anos, só fez confirma o esperado, com 935 pontos ele acabou vencendo um dos prêmios mais importantes do Futebol Mundial, em segundo lugar ficou o argentino Lionel Messi com 678 pontos, o terceiro foi o espanhol Fernando Torres, com 203, Kaká obteve 183 pontos e o espanhol Xavi ficou em quinto com 155. A votação é feita pelos treinadores e capitães de 155 seleções nacionais.

Cristiano Ronaldo recebeu o prêmio das mãos de Pelé, que contou uma curiosidade que aconteceu no ano passado.

-No ano passado disse aqui no palco ao apertar aos mãos dele que em 2008 daria o prêmio para ele. E isso aconteceu - anunciou Pelé.

Cristiano Ronaldo tornou-se o segundo jogador a conquistar, na mesma temporada, o prêmio de Melhor do Mundo da Fifa, a Chuteira de Ouro e a Bola de Ouro, da revista "France Football", o primeiro a conseguir esse feito foi o brasileiro Ronaldo Fenômeno em 1997.

Relação dos vencedores do prêmio de melhor do mundo da Fifa (homens)
1991 Matthäus (Alemanha) 2000 Zidane (França)
1992 Van Basten (Holanda) 2001 Figo (Portugal)
1993 Roberto Baggio (Itália) 2002 Ronaldo (Brasil)
1994 Romário (Brasil) 2003 Zidane (França)
1995 Weah (Libéria) 2004 Ronaldinho (Brasil)
1996 Ronaldo (Brasil) 2005 Ronaldinho (Brasil)
1997 Ronaldo (Brasil) 2006 Cannavaro (Itália)
1998 Zidane (França) 2007 Kaká (Brasil)
1999 Rivaldo (Brasil) 2008 Cristiano Ronaldo (Portugal)


Mais Informações no globoesporte.com

sábado, 10 de janeiro de 2009

Preparem sua torcida, Hoje Começa o Campeonato Pernambucano


A parti de Hoje dar-se inicio ao Campeonato Pernambucano, dividido por 2 turnos(O primeiro turno é denominado como Taça Revolução Constitucionalista de 1817, e o segundo, Taça Confederação do Equador.), formado por 12 equipes, a competição que chega a sua 95° edição, com o Sport tentando o Tetracampeonato, mais não vai ser facil pois varias equipes estão na sua cola como o Nautico, Santa Cruz e Central, este ultimo que sempre começa o campeonato devagarinho mais no seu final acaba sempre ficando entre os três primeiros colocados, uma briga boa e sadia que só faz o campeonato ficar mais emocionante.

Regulamento

O campeonato, será disputado em dois turnos com pontos corridos, no primeiro, os jogos serão de ida, e no segundo, de volta (returno). Das 12 equipes que estarão participando a equipe que conquistar o maior número de pontos será campeã do primeiro turno e terá uma vaga na grande final.
Caso dois clubes terminem o campeonato com a mesma pontuação, será feito um jogo extra para decidir o título (a decisão do mando de campo é estabelecida pelo maior número de vitórias e depois saldo de gols). Se a partida terminar empatada, ela será decidida através dos pênaltis.
Caso dois clubes acabem com a mesma pontuação no segundo turno, também será feito um jogo extra para decidir o título (a mesma regra do primeiro turno será obtida para o segundo turno)
A equipe que vencer o primeiro e o segundo turno já conquistará o Campeonato de 2009. Já o segundo colocado será aquela equipe que obtiver a segunda maior pontuação, somando os pontos conquistados no primeiro e no segundo turno.
Se houver 2 times vencedores em cada turno, o Campeonato Pernambucano será decidido em 2 partidas finais, o campeão será o que fizer o maior número de pontos nos 2 jogos. O saldo de gols não será contado para desempate. Caso cada time ganhe uma partida, ou terminem empatados os dois jogos, independentemente do placar, o campeonato será decidido nos pênaltis.

Veja os Jogos da Primeira Rodada

Sabado (10.01.09)

15h30m Sport x Vitória - Ilha do Retiro
DOMINGO (11/01
Domingo (11.01.09)

17h Náutico x Cabense - Aflitos
17h Serrano x Porto - Nildo Pereira
17h Central x Salgueiro - Luiz José de Lacerda
17h Ypiranga x Petrolina - Otávio Limeira Alves
17h Sete de Setembro x Santa Cruz - Gigante do Agreste

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

MÚSICA COMERCIAL E MÚSICA CULTURAL

Um novo modo de ouvir

Há um extenso e antigo discurso sobre o que é e o que não é a música industrial ou comercial. Alguns defendem que esta, fruto da indústria cultural, é aquela que está no mercado fonográfico para somente vender, ou seja: não há nenhuma intenção de instigar, ao menos, o consumidor a interpretar a melodia ou a letra da música. Outros, em contrapartida, dizem que a música industrial também pode ter aspectos como este.

Primeiramente, quebre-se um preconceito e estabeleçam-se uns parâmetros: não existe música não-cultural. Toda música, seja ela qual for, tem aspectos da cultura em que se insere para atender às expectativas da sociedade, portanto, todas as músicas são culturais. A cultura não condiz apenas com os movimentos artísticos; condiz também com a política civil ou parlamentar, com a saúde, com a sexualidade, com a moda, com o credo, com o psicológico, etc, e se esses e outros aspectos da sociedade estão contidos na música, esta é cultural. Abaixo segue uma nova maneira de ver a música comercial.

Parafraseando Néstor García Canclini*, um produto só é referente a uma cultura se não perder sua significação original além da sociedade a que ele pertence – mas, caso haja uma ressignificação do produto interna à sociedade, ele ainda será um bem cultural. Um exemplo disto são os gêneros da música sertaneja: feitos por e para sertanejos, com letras que retratam a sociedade destes, se levados, vendidos ou fabricados fora do sertão não significarão nem terão os aspectos essenciais de tal tipo de música. Isto acaba por demonstrar o porquê de a música dita sertaneja atualmente ser tão diversa da original: à medida que ela foi tomando territórios além dos seus, foi sendo ressignificada para se adequar às outras regiões do país e perdeu a essência da origem, os padrões de sua cultura, ou seja: não é mais sertaneja, no sentido corriqueiro da palavra.

Talvez por conta disto, muitos dizem que a música sertaneja é puramente comercial. Todavia, não seria somente esta, uma música comercial. A Bossa Nova, do Rio de Janeiro, o Calipso, nascido no Rio Grande do Norte, o Jazz e o Rock, originários dos EUA, dentre tantos outros gêneros e estilos, podem comportar músicas comerciais. Se estas músicas forem vendidas fora de seu âmbito original, serão músicas meramente comerciais. Exemplificadamente, um CD de música indígena para qualquer pessoa fora da aldeia na qual o disco foi fabricado, não terá a mesma razão de existir, a mesma importância, o mesmo significado e os mesmos fins que terá para os índios. Para quaisquer outros, as músicas ritualísticas indígenas serão produtos comerciais.

Entretanto, caso o produto cultural saia de seu âmbito, ressignifique-se e se mantenha na cultura na qual foi inserida, passará a fazer parte desta – ocorrendo o processo chamado de aculturação. Evidentemente, reutilizando o exemplo da música sertaneja, esta não pode ser vista como música do sertão se fabricada por pessoas de áreas urbanas, mas não deixará de ser um produto cultural, já que então faz parte da cultura destas áreas. Além dos gêneros da música sertaneja, temos, no Brasil, o Rock, o Funk e o Forró, que são gêneros advindos de outros gêneros ou de outras regiões, mas que aqui foram ressignificados e fazem parte da cultura do país.

A música serve para ser admirada, causar reflexões, incitar à dança, à brincadeira, para fazer relaxar, realizar rituais, dentre outras bilhões de manifestações, contudo, ela não é pertencente a uma cultura por somente ter todas ou algumas características desta. Ela é assim quando ainda comporta em si a significação que a sociedade referiu a ela; caso contrário será um produto apenas ou produto comercial em outras culturas (se vendido) ou, ainda, será um produto ressignificado em outra sociedade (não pertencendo mais, pois, à cultura original).